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quinta-feira, 12 de julho de 2012

As primeiras fabricas no brasil

Foi só a partir da década de 1850 que as atividades industriais ganharam força no Brasil, graças principalmente à proibição do tráfico de escravos, determinada naquela época, e ao crescimento da economia cafeeira. Desde 1844, entretanto, quando o governo aumentou os impostos sobre os produtos importados (tarifa Alves Branco), começaram a surgir fábricas no Brasil. A partir da metade do século XIX, foram inaugurados estaleiros (lugar onde se constroem barcos e navios), metalúrgicas, moinhos de farinha, tecelagens e outros tipos de indústria.

Apesar de terem sido instaladas fábricas em vários pontos do país, elas se localizavam principalmente nas províncias (atuais estados) de São Paulo e Rio de Janeiro, onde havia maior concentração de dinheiro, ferrovias, comércio, bancos e mercado consumidor.

 Até a década de 1930, as fábricas brasileiras, com exceção de alguns estaleiros : metalúrgicas, praticamente só produziam bens de consumo para a população. Eram fábricas de cerâmica, tijolos, móveis, tecidos, roupas, ferramentas, remédios, material construção, moinhos de farinha, etc. A agricultura continuava ser o principal setor da economia do país.

As máquinas que essas indústrias de bens de consumo usavam eram importadas dos países que haviam começado seu processo de industrialização já no século XVIII e início XIX (parte da Europa, Estados Unidos e Japão). Ao se iniciar o século XX, aqueles países, por tanto, tinham um parque industrial mais diversificado e lucrativo, enquanto o Brasil produzia uma variedade pequena de produtos e era obrigado a importar vários equipamentos industriais. Isso significa que o Brasil exportava produtos agrícolas, que são menos valorizados, e importava máquinas e equipamentos industriais, geralmente mais caros.

Em momentos de crise no comércio internacional (como a Primeira Guerra Munais por exemplo) ou quando o governo brasileiro tomou medidas que dificultavam a entrada ■ produtos estrangeiros, a indústria brasileira conseguiu crescer mais rapidamente.

Foi o que aconteceu, por exemplo, a partir de uma crise mundial que se iniciou e 1929 e se prolongou pela primeira metade da década de 1930. Nesse período, as exportaçoes brasileiras, basicamente de produtos agrícolas, ficaram bastante prejudicadas. Muitos fazendeiros e banqueiros passaram, então, a investir na produção de mercadorias, tanto agrícolas quanto industriais, para vender no mercado interno. Com essa crise, a industrialização brasileira ganhou forte impulso.
 








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